Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria de

Justiça, Cidadania e Direitos Humanos

Início do conteúdo

Resultados de pesquisa com jovens dos Centros da Juventude são apresentados na Gramado Summit 2026

Publicação:

Quatro pessoas, uma mulher negra e três homens brancos, estão posicionadas lado a lado em um espaço de evento, usando crachás pendurados no pescoço e roupas sociais, como camisas e calças. Ao fundo, há um painel colorido com imagens de público e texto parcialmente visível, incluindo “Radar da Juventude”. É o estande do governo no evento, com iluminação uniforme e estrutura de apresentação. As pessoas estão centralizadas na imagem, ocupando o primeiro plano diante do painel institucional.
Apresentaram o painel Rafael Victória (esq), Maurício Martins, Édna Rocha e o secretário Fabrício Peruchin - Foto: William Boessio/ ASCOM SJCDH

Os primeiros resultados de uma pesquisa censitária sobre os jovens que compõem os Centros da Juventude (CJs), do Programa Oportunidades Direitos (POD), foram apresentados na Arena de Conteúdos RS, da Gramado Summit 2026, evento de inovação e empreendedorismo correalizado pelo governo do Estado. O secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Fabrício Peruchin, participou do painel realizado na quinta-feira (06/05), na Serra Gaúcha.

Intitulado "Radar da Juventude: Dados que Orientam, Tecnologia que Transforma, Políticas que Incluem", o painel trouxe os primeiros dados sistematizados a partir das respostas de 635 jovens atendidos pelos CJs sobre temas como identidade, escolaridade, emprego, renda, segurança e saúde.

Para o coordenador geral do POD e diretor do Departamento de Políticas para Criança, Adolescente e Juventude da SJCDH, Maurício Martins, cada território tem suas próprias características. "Para dar conta da execução de uma política pública, precisamos enxergar dados, vimos que precisávamos fazer esse diagnóstico", comentou Maurício.

Um homem branco, o diretor Maurício Martins, está sentado em uma cadeira branca durante um painel de evento, segurando um microfone próximo à boca enquanto fala. Ele veste camisa social azul clara com padrão xadrez, calça escura e utiliza crachá pendurado no pescoço. Uma das mãos faz gesto leve, reforçando a fala. Ao fundo, há um painel na cor verde e uma tela com conteúdo visual. Parte de outra pessoa aparece ao lado, indicando um debate coletivo em ambiente de conferência bem iluminado.
Maurício Martins é coordenador do POD e diretor do Departamento de Políticas para Criança, Adolescente e Juventude - Foto: William Boessio/ ASCOM SJCDH

Para o secretário Fabrício Peruchin, a pesquisa é estratégica, pois visa políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da população jovem. "A cada ano, o governo Eduardo Leite e Gabriel Souza investe mais de 18 milhões de reais nos Centros da Juventude. Temos que compreender as distintas realidades para aprimorar os investimentos. Trabalhamos para que os jovens tenham condições mais igualitárias na construção de suas vidas", frisou Peruchin.

Três pessoas participam de um painel em um espaço de evento, sentadas em cadeiras modernas brancas sobre um piso vermelho. Todas utilizam crachás de identificação e vestem roupas sociais. A pessoa à direita, o secretário Peruchin, segura um microfone próximo à boca, indicando que está falando ao público. As outras duas permanecem sentadas, voltadas na mesma direção, acompanhando a fala. Ao fundo, há um painel verde e uma tela com imagens e elementos visuais, sugerindo um ambiente de conferência ou feira. A iluminação é clara e uniforme, destacando os participantes no primeiro plano.
Secretário Fabrício Peruchin falou sobre o desenvolvimento do POD e intenções futuras - Foto: William Boessio/ ASCOM SJCDH

A pesquisa é um projeto-piloto, e seus dados completos serão analisados ao longo dos próximos meses, indicando também quais novos métodos podem ser adotados para novas pesquisas. Segundo o chefe da Divisão de Políticas para a Juventude, Rafael Victória, a análise inicial confirmou impressões já identificadas por quem trabalha nos CJs, "mas também mostrou novas oportunidades de atuação da gestão do programa no combate às vulnerabilidades que buscamos sanar", comentou.

Um homem branco, Rafael Victoria, está sentado em uma cadeira branca durante um painel de evento, segurando um microfone com uma das mãos enquanto se dirige ao público. Veste camisa social branca com as mangas dobradas e utiliza um crachá pendurado no pescoço, além de pulseira no pulso. Na outra mão, segura um pequeno controle. Ao fundo, há um painel verde e parte de uma tela com conteúdo visual. Ao lado, aparece parcialmente outra pessoa, indicando um debate coletivo em um ambiente de conferência bem iluminado e organizado.
Rafael Victória é chefe da Divisão de Políticas para a Juventude do DPCAJ - Foto: William Boessio/ ASCOM SJCDH

Resultados iniciais

Os primeiros dados apresentados se referem a 11 questionamentos. Segundo a analista de Políticas para a Juventude, Édna Rocha, "as perguntas eram gerais, de dados sociais, sociodemográfico, mas também de identidade étnico-racial e de gênero, e de percepções sobre oferta de serviços e qualidade de vida nos territórios". Sobre escolaridade, por exemplo, a maioria declarou ter ensino médio incompleto, e que ainda estuda. Sobre raça e cor, a maioria se considerou pertencente a população preta e parda, com pequena parcela de identificados indígenas e quilombolas. A maior parte também declarou morar em periferia e sentir-se seguro. A fonte de renda familiar preponderante foi de contratos com carteira de trabalho, com renda entre 1001 a 2000 reais, seguido de benefícios sociais.

Uma mulher negra, Édna Rocha, está sentada em uma cadeira branca durante um painel de evento, segurando um microfone com uma das mãos enquanto se dirige ao público. Veste camisa social branca com as mangas dobradas e utiliza um crachá pendurado no pescoço, além de pulseira no pulso. Na outra mão, segura um pequeno controle. Ao fundo, há um painel verde e parte de uma tela com conteúdo visual. Ao lado, aparece parcialmente outra pessoa, indicando um debate coletivo em um ambiente de conferência bem iluminado e organizado.
Édna Rocha é analista de políticas públicas da Divisão de Políticas para a Juventude do DPCAJ - Foto: William Boessio/ ASCOM SJCDH

Sobre o Programa

O Programa de Oportunidades e Direitos (POD), do qual os seis Centros da Juventude fazem parte, é executado pela SJCDH, em uma articulação do Programa RS Seguro, com as pastas da Inovação, Ciência e Tecnologia, e da Cultura.

Desde o início do projeto, em 2016, o POD já atendeu cerca de 39 mil jovens, de 14 a 29 anos, nos bairros Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Restinga e Rubem Berta, em Porto Alegre, além das cidades de Viamão e Alvorada. Mais de 4,7 mil jovens foram encaminhados ao mercado de trabalho a partir das formações realizadas nos CJs.

Em cada Centro, os jovens têm acesso a atividades educacionais, como cursos profissionalizantes e de idiomas; eventos culturais e esportivos e acompanhamento psicossocial, o que fortalece a integração dos jovens em comunidade.

O programa ainda conta com 480 Jovens Multiplicadores (JMs), com potencial para se tornarem lideranças locais, valorizados com uma bolsa-auxílio de R$ 828 por mês, por 12 meses. Os JMs escolhidos promovem as ações dos CJs, fortalecem o convívio e a cultura de paz, e mobilizam outros jovens a fazerem parte do projeto.

O programa atua integrando diferentes setores, no chamado modelo da hélice quádrupla: um modelo de inovação que integra governo, setor privado, universidades e sociedade civil.

Entre 2017 e 2020, os territórios contemplados pelos CJs registraram queda de 60% nos homicídios de jovens, além de queda de 47% nos homicídios cometidos por jovens da faixa etária atendida pelo POD. Entre 2015 e 2020, as regiões abrangidas pelo programa também registraram a redução de 24% no abandono escolar. Em 2026, foi considerado como um programa altamente exitoso pela equipe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em critérios de relevância, eficácia, eficiência e sustentabilidade.

SJCDH - Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos